segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vento nos versos.

Quem me dera ser vento.
Soprar nos quadrantes do espaço.
Esta nos lugares ao mesmo tempo.
Transpor mais o que passo.

Nas minhas direções
Vou sem rumo,
Das noites à manhã
Quando me percebo, sumo.

E assim meus versos vão
Na mais vã banalidade.
A tentativa de transpor um sentido,
Um momento ou qualquer vaidade.

Mas eles se tornam vento
Numa desordem de mim.
Não há o que prever no desalento
Só o que sentir. Vento aqui.

Às vezes, eles se tornam ventania
Partem sobre agonia.
Todos os sentidos transcritos
Não sinto. Grito. Vento aqui.

Então, meus versos vão embora
Para qualquer acaso.
Não haverá o que enxergar. Só a brisa sentir.
Por fim consigo: vento aqui!



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A obra Vento nos versos de Vinícius Luiz foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.
Com base na obra disponível em www.peregrinoeopoema.blogspot.com.
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