domingo, 12 de setembro de 2010

Rir e chorar em duas vezes.

A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe." (Charles Chaplin).

Lembro a primeira vez que pisei no teatro, para assistir uma peça cômica. Aquele símbolo de duas máscaras: um com um rosto triste e outra com um sorriso bem largo me chamaram atenção. Interessante isso, e talvez umas das coisas mais bela da arte é a semelhança com a vida. E aí, a vida imita a arte ou arte imita a vida?
Talvez, a vida não tenha roteiro prévio como a arte. E a arte tem seus caminhos tortuosos pela própria vida. Só sei que ambas estão tão entrelaçadas que às vezes parece uma coisa única. Imagine se você pudesse contar sua vida de duas formas numa mesa de bar, pense que nesse jogo você poderia contar da forma que quisesse desde que seja uma comédia e um drama. Assim, perceberíamos que a vida tem seus altos e baixos, risos e choros, razão e emoção, teoria e prática. Se a vida não segue roteiros, então podemos comparar a um dos conceitos de Kant de que a razão tem seus limites. A razão tende a se basear somente em conceitos, embora as órbitas de todos os planetas devam girar em torno dela. Esses conceitos especulativos deram-se o nome de “idéias”, podendo apenas a razão deduzir a existência de Deus, Alma, mundo, Ser. Então tudo pode ser mudado, dependendo da forma como vemos a vida. A vida seria mais prática se fosse teórica, mas tudo tem que ser feito assim e na hora, nada de muito pensamento, nada de falas ensaiadas, nada de mundo das idéias, nada de nada. Então como podemos vê-la? Ela pode ser uma comédia ou uma tragédia, tudo só depende da maneira como você vê e sente. Se nascermos liso sem nada de essência, e adquirimos tudo isso com o tempo em vida, conforme caminhamos rindo ou não estará lá. A vida é uma grande loteria, na qual só quem participa são os que foram sorteados. E não me venha pensar em destino, só quem sobrevive a ele é aquele que pode explicá-lo, um dia li uma frase que dizia que o destino é uma cobra faminta que come a si mesmo. Ri, pensei na tragédia de Édipo – Rei e sabia que ele(Édipo) podia sair da estória sem danos nenhum. Ele escolheu ser engolido por um destino que ele mesmo pensou, era só ele aceitar ser o convite de ser rei de colono. Sabe, não quero ser muito sensacionalista, mas a vida tem muitos mistérios, agora quero saber quem formou esse baralho de cartas, e também quero saber por que existe um coringa. E você pode perceber a possibilidade de não existência sempre será maior do que de vida, se estamos vivos temos alguma coisa a acrescentar, seja tragédia ou comédia. Sim, ri é muito bom, mas conhecemos virtudes que não sabíamos que estava ali em dramas, e nele aprendemos à prática que antes era apenas teórica. E por que não? Conhecemo-nos muito mais em momentos difíceis do que em momentos felizes, eu, Como amante de um bom drama, não me rendo às meninices que a vida faz. Cara amiga vai dizer que você nunca rui no momento que não é para tal ato? Tem gente que ri em enterros, outros que ri em igrejas. Existem aqueles que riem dos próprios problemas. Eu decidi que será da forma mais simples, as coisas não são tão ruins. Embora ainda exista um mundo tão maldoso e perverso, finjo que esse não existe. Somos os curingas das cartas, temos que responder as questões. Dependendo do jogo, podemos ser um trunfo nas mãos do jogador. A vida é um jogo, ninguém perde e nem ganha demais. Embora, tenha muita coisa que me faz pensar que esse não é meu lugar. Tenho muita vontade de fazer valer para a platéia que me assiste, mesmo sem aplausos. Chorando ou não, vou apostar em risos e de qualquer forma tudo no final termina em piada.
Em busca de respostas...

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