terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A fé cega.

Há mais que força
Mais que a intensidade do olhar.
Há mais que brilho que se possa imaginar.
Dos olhos, ainda perto, melhor se vê.

Os olhos só veem longe,
Acostumados ao céu- topo.
Os olhos só fitam a distância.
Distancias que molda o ser- o alto.

Mais é preciso entender a simplicidade
Para melhor entender o enxergar,
Tudo que é grandioso se faz por
Pequeno (menor que a fé que se traz no peito).
Há mais reflexos dos nossos cacos.
Do alto, se vê longe distante.
E com queda logo se esquece
Os olhos se prendem a miragem.

Mais jamais queira entender
A forma de reter os olhos
Sem motivo aparente de viver.
Do alto, apesar de ser visto por todos,
Não a se apetece e nem por prece
Adianta a queda forte.

Quaisquer olhos guardam bem
Sua alma, seu recanto do canto
Que ao longe o horizonte nos encobriu

Olhos que admiro, olhos guardará.
Só se ganha vida na aurora
Dos olhos dos outros a nos clarear.

Já o tempo nem ceifa.
Já não há hora
E nem verbar.
Nos olhos alheios passará a eternidade sem precisar abri-los.




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