lá estão as imagens
pobres tiragens
o carro buzina
a moça exibe seu corpo.
A senhora quer limites
Todos querem passar.
O ônibus
O menino de mochila
As sombras
Alguém que berra
Um que xinga
Todos querem passar.
A calçada já nem tem espaço
Já mem me dou ao cansaço
As avenidas entupidas
Todos querem passar.
Ninguém pensou
Na noite que fazia, pobre dia.
A lua mordida morre em poesia
Sai da frente, vai passar a tia!
E vai enchendo as vias.
Todos querem passar.
Todos tem pressa para objeto
Que estampa o outdoor.
A pressa de um sorriso
Pay-per-view da TV.
Todos querem a remessa.
Mito do melhor.
A fresta vazão dos murmúrios de festa.
Parte minha doe em mim.
Passo correndo, passo rindo sem ri.
Todos morrendo por aqui.
Não ao vencedor, não há batatas!
Eu apenas remoendo em magoas.
Tenho a calma de nenhuma pressa.
O que me resta pro lado me virar.
Nessa vil tentativa: deixo todos passar!

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